Soluções

Oferecemos soluções personalizadas, eficazes e não-invasivas, proporcionando resultados imediatos e de aspecto natural para a questão da queda de cabelo.

As nossas próteses permitem a homens e mulheres viver cada momento do dia-a-dia com liberdade e naturalidade, permitindo inclusive a prática de atividades esportivas.

Os nossos clientes podem optar por um de nossos modelos de estoque ou solicitar a confecção de uma prótese sob medida e personalizada, respeitando as características do cabelo de cada indivíduo no que diz respeito a cor, volume, comprimento, espessura, quantidade de cabelos brancos, se houverem, e ondulação.

Os cabelos utilizados são 100% naturais (cabelos humanos) e são implantados fio a fio sobre uma base ultra fina, resistente, flexível e imperceptível. Como a nossa própria pele, essa base permite suar, molhar e lavar.

As próteses Natural Hair são de fácil fixação e manutenção. As próteses são presas à cabeça mediante o uso de colas e / ou fitas adesivas e podem permanecer coladas de 7 a 20 dias sem que precisem ser retiradas para tomar banho e dormir. As colas e fitas adesivas são fabricadas especificamente para essa finalidade.

As próteses Natural Hair são indicadas para todo o tipo de queda de cabelo. Leia a seguir a respeito das causas mais comuns:

. Calvície masculina

. Calvície feminina

. Alopecia

. Quimioterapia e radioterapia

. Tricotilomania

. Acidentes no couro cabeludo

Conhecer a causa pode ajudá-lo.

Exatamente por que razão os homens apresentam queda de cabelo? Ainda não conhecemos todas as razões; entretanto, descobertas recentes ajudaram a identificar algumas das principais causas que contribuem para a queda de cabelo. Este artigo irá informá-lo sobre essas causas da queda de cabelo.

O que é alopecia androgenética?

Alopecia androgenética, ou calvície de padrão masculino, é o tipo mais comum da queda de cabelo em homens e é geralmente influenciada pela hereditariedade. Um homem pode herdar essa característica do lado materno ou paterno da família.

A calvície de padrão masculino é conhecida como alopecia androgenética, porque a queda de cabelo é de fato determinada pelos hormônios masculinos (androgênicos) e pela hereditariedade (genética). A alopecia androgenética é o tipo mais comum de calvície em homens. Aproximadamente 50 por cento dos homens apresentarão esse tipo de queda de cabelo durante suas vidas.

Outros tipos de queda de cabelo são frequentemente temporários e causados por uma variedade de fatores. Esses podem incluir: o estresse de uma doença ou cirurgia de grande porte; tratamentos medicamentosos, tais como quimioterapia, doses excessivas de vitamina A e antidepressivos; e doenças como o diabetes e mesmo o estresse emocional. O cabelo cresce, a seguir entra em fase de repouso, depois cai.

Normalmente, cada fio de seu couro cabeludo cresce continuamente durante 2 a 4 anos, interrompe o crescimento por 2 a 4 meses e, a seguir, cai. Em seu lugar, começa a nascer um novo fio sadio e o ciclo se repete. Os fios em seu couro cabeludo estão sempre em fases diferentes desse ciclo; portanto, é normal perder fios de cabelo todos os dias. Em média, há aproximadamente 100.000 folículos pilosos no couro cabeludo. Em uma determinada época, 90 a 95 por cento dos fios contidos nesses folículos podem estar em fase de crescimento. Normalmente, até 100 fios são perdidos, em média, por dia.

Entretanto, quando os homens apresentam alopecia androgenética, o ciclo normal de crescimento capilar é interrompido e um homem pode perder mais do que o número médio de fios por dia. Qual a causa da alopecia androgenética em homens?

Uma enzima natural contida em seu organismo, conhecida como 5-alfa-redutase, converte o hormônio testosterona em outro hormônio conhecido como diidrotestosterona (DHT). Homens com alopecia androgenética apresentam níveis elevados de DHT no couro cabeludo. O DHT contribui para a redução da fase de crescimento e para o afinamento do cabelo. A queda de cabelo começa a ocorrer em alguns homens na faixa dos vinte anos de idade e torna-se ainda mais comum à medida que os homens envelhecem. Agora, é possível fazer algo contra a calvície de padrão masculino.

Uma vez conhecidas as causas básicas da calvície de padrão masculino, os cientistas e médicos puderam fazer algo em relação ao seu tratamento. É importante conversar com seu médico. Ele pode explicar-lhe que opções terapêuticas encontram-se disponíveis para prevenir uma futura calvície e se você pode se beneficiar delas.

Texto transcrito de publicação da Sociedade Brasileira de Dermatologia - Regional Ceará.

Saiba dos tipos e os fatores que influenciam a queda de cabelos nas mulheres.

  • • Tipos de calvície Diferentemente do que ocorre nos homens, onde a quase totalidade dos casos de calvície são de origem genética e hormonal, nas mulheres os casos de calvície são mais complexos. Primeiro porque mesmo nos casos de calvície análoga à que ocorre nos homens, na alopecia androgênica feminina o quadro é mais difuso e menos evidente. O seu diagnóstico é feito muitas vezes de forma tardia ou equivocada, porque muitas vezes existem outros distúrbios associados. Na mulher alterações hormonais têm um impacto muito grande no cabelo. Além dos hormônios sexuais que se alteram durante a gravidez ou uso de anticoncepcionais, outros hormônios como os da tireóide ou supra-renais podem influenciar a queda de cabelo. Estes outros hormônios e também deficiências alimentares como de proteínas ou ferro e doenças crônicas podem levar a quadros de calvície difusa, chamados genericamente de alopecia difusa feminina. Estas duas entidades têm tratamento absolutamente distinto e devem ser muito bem diferenciadas tanto pela história, exame clínico e microscopia, como por exames laboratoriais. Outro distúrbio que é relativamente freqüente é a alopecia areata ou pelada: neste caso, áreas geralmente ovaladas sem cabelo podem surgir em qualquer local do cabelo, barba, sobrancelhas ou até em pêlos do corpo. É em geral autolimitada e desencadeada pelo stress. Em casos extremos pode atingir todo o cabelo e pêlos do corpo. Alguns tipos de micoses no couro cabeludo como a tinea cáptis podem simular uma calvície pois o fungo "quebra" a haste do cabelo originando placas de cabelo muito curto. É mais comum em crianças. Em negros existe um tipo de quelóide na nuca que pode evoluir para calvície e cicatrizes inestéticas: é a foliculite decalvante de couro cabeludo. Infecções bacterianas do couro cabeludo, quando muito severas podem evoluir com cicatrizes e por fim áreas de alopecia (calvície) cicatricial. Por fim acalvíc ie pode ser conseqüente a agressões no couro cabeludo que ao cicatrizarem deixam também uma área de alopecia cicatricial no couro cabeludo como após acidentes ou queimaduras. Também doenças de pele como esclerodermia ou lupus podem deixar área de calvície cicatricial.

  • • Fatores que influenciam: Diferente do homem, a mulher menstrua, pode engravidar, toma anticoncepcional e faz também freqüentes regimes. Tudo isso influencia muito o cabelo. Mesmo o stress piora qualquer coisa, inclusive a queda de cabelo. Logo, uma vida com lazer e esporte bem dosados é sem dúvida benéfica, não só para os cabelos, mas para o ser como um todo. A dieta também é um fator fundamental: vitaminas do complexo B, óligo-elementos com Zinco e Cobre e também o Ferro são muito importantes. O cabelo é basicamente queratina, que é uma proteína. Portanto dietas pobres em proteínas ou de baixo valor biológico afetam e muito a vitalidade dos cabelos, o que geralmente ocorre em regimes sem supervisão médica. Suplementos alimentares e complexos multi-vitamínicos podem colaborar para quem vive naquela correria e nem sempre pode dispor de uma dieta balanceada e natural. Outras doenças: logicamente se o indivíduo tem alguma outras doença no couro cabeludo haverá uma somatória desfavorável dos efeitos. Problemas como alergias ou dermatite seborréica podem agravar a queda de cabelo.

  • • Alopecia androgênica feminina Como ocorre na alopecia androgênica masculina, na mulher a calvície também pode iniciar-se logo após a puberdade. Estas mulheres jovens iniciam um afinamento do cabelo, em geral na parte anterior e superior da cabeça. No começo é visível apenas na "risca" do cabelo e percebe-se um cabelo com pouco volume e crescimento lento. Depois, uma rarefação mais difusa do cabelo começa a ser percebida. Por fim uma certa "transparência" do cabelo é notada, permitindo "ver" o contorno da cabeça através do cabelo. Este torna-se fino, frágil e quebradiço, e também mais claro. No caso da alopecia androgênica feminina, a linha anterior (onde inicia o cabelo) em geral é poupada, assim como a região posterior da cabeça, a assim chamada "região ocipital". Esta predileção por alguma áreas em detrimento de outras têm como explicação a presença não uniforme no couro cabeludo da enzima 5alfa-redutase, que promove a calvície, e da aromatase, que possui ação protetora nos cabelos. Embora algumas mulheres apresentem distúrbios hormonais originando a calvície, na maioria dos casos a dosagem hormonal se mostra normal. Nestes casos a calvície da mulher pode ser explicada por uma "alta sensibilidade" dos receptores hormonais (localizados no cabelo) aos hormônios masculinos. Estes, são normalmente produzidos pela mulher e podem gerar a calvície mesmo apresentando-se em doses normais.

  • • Graus de calvície Existe uma classificação da alopecia androgênica feminina, de Ludwig, que possuí três graus: Grau I para casos de rarefação leve, mais visível "na risca" do cabelo. Depois temos o grau II, onde já vemos uma certa transparência do cabelo que permite visualizar o couro cabeludo. Já o grau III são casos avançados onde uma calvície de fato já está instalada.

Texto transcrito de publicação da Sociedade Brasileira de Dermatologia - Regional Ceará.

A alopecia areata é uma doença que se apresenta como queda de cabelos e pêlos do corpo, geralmente de início súbito, sem deixar nenhuma alteração na pele do local. Ela pode se manifestar de diversas maneiras, e as mais freqüentes são: pequenas áreas sem cabelos só no couro cabeludo ou só na barba ou só em outras áreas do corpo; perda de todos os cabelos; perda de todos os pêlos do corpo.

A doença é causada por três componentes associados: predisposição genética, alteração do sistema imunológico (sistema de defesa do organismo) e um fator desencadeante (muitas vezes um fato emocional traumático, ou alguma outra doença geral importante como infecções ou cirurgias). A predisposição genética pode ser afirmada com segurança pela observação de vários casos em uma mesma família. Com relação ao sistema imunológico, o que acontece é que algo semelhante a um anticorpo passa a agredir a raiz dos pêlos, impedindo o seu desempenho normal. Porém, são raros os casos (e estão entre aqueles de duração muito prolongada) em que a raiz dos pêlos é destruída. Na maioria absoluta dos casos o folículo do pêlo conserva sua capacidade de voltar a produzir normalmente. Os fatores desencadeantes variam de pessoa a pessoa, mas, em geral, são fatos traumáticos importantes ocorridos algum tempo antes do início da doença.

Vários tipos de tratamento são utilizados. Alguns têm a função de provocar uma irritação na pele e, com isso, desencadear o nascimento dos pêlos. Outros agem no sistema imunológico, controlando o processo de agressão à raiz dos pêlos. É muito importante se ter em mente que os pacientes respondem de maneiras diferentes aos tratamentos. Em alguns os cabelos nascem até sem tratamento e em outros, mesmo utilizando todos os medicamentos conhecidos até o momento, os cabelos podem não nascer. Também é importante saber que a alopecia areata é uma doença crônica e que, portanto, mesmo naquelas pessoas em que houve total recuperação dos cabelos, não se pode afirmar categoricamente que nunca mais vão cair.

Diante disso tudo é imprescindível que as pessoas portadoras de alopecia areata tenham, além do tratamento da doença, um apoio psicológico que as ajude, tanto a lidar com os traumas anteriores como a enfrentar a grande dificuldade que é viver no dia-a-dia sem os cabelos. É difícil procurar emprego, é difícil se relacionar com o(a) namorado(a), é difícil suportar o olhar das pessoas na rua, é difícil responder às perguntas dos curiosos. E tudo isso fica mais fácil se tem alguém com quem conversar sobre o assunto, se conhece alguém com o mesmo problema, se as dúvidas sobre a doença são esclarecidas.

Em virtude disso tudo é que existe o Grupo de Apoio aos Pacientes com Alopecia Areata. Por iniciativa da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional de São Paulo – foi criado esse grupo no ano de 2003. Esse é um espaço onde pacientes, seus familiares e amigos podem conversar a respeito da doença, ouvir palestras, depoimentos, participar de atividades culturais, criar um ambiente social de convívio, fazer novas amizades. O grupo é aberto a qualquer pessoa que tiver interesse nesse assunto.

Texto transcrito de publicação da Sociedade Brasileira de Dermatologia - Regional de São Paulo.

Texto transcrito de publicação da Roche Brasil.

A maioria dos pacientes com linfoma não-Hodgkin receberá quimioterapia em algum momento durante seu tratamento. Os medicamentos para quimioterapia são também conhecidos como “citotóxicos” – significando que são tóxicos às células – e visam todas as células de multiplicação rápida. Seu objetivo é, portanto, danificar e destruir todas as células do linfoma no corpo.

Tipos de quimioterapia

Existem muitos medicamentos para quimioterapia e a escolha do programa a ser usado para tratamento de um paciente com linfoma não-Hodgkin deve ser feita pelo médico e pode depender de vários fatores como:

  • •Tipo do linfoma não-Hodgkin, indolente ou agressivo, e do estágio em que se encontra;

  • •Linfoma de diagnóstico recente sendo tratado pela primeira vez ou se é um caso de recidiva após remissão, posterior ao tratamento inicial;

  • •Sintomas apresentados pelo paciente originários do linfoma;

  • •Idade do paciente e quaisquer outros problemas clínicos que ele possa ter.

Alguns regimes de quimioterapia envolvem apenas uma substância, enquanto outros fazem uso de uma combinação de substâncias administradas concomitantemente. Com freqüência, o tratamento é administrado em ciclos – por exemplo, uma semana de tratamento seguida de três semanas livres, a seguir outra semana de tratamento e assim por diante. Um curso completo de terapia leva tipicamente vários meses.

Modo de ação

Há muitos tipos diferentes de medicamentos quimioterápicos, todos eles atacando as células cancerosas com diferentes modos de ação. Entretanto, todas as substâncias que os pacientes possam receber para tratar o linfoma não-Hodgkin funcionam sob o conceito de que as células cancerosas estão, mais provavelmente, em processo de multiplicação à época do tratamento que as demais células normais do corpo.

A maioria das células do corpo passa a maior parte do tempo em estado de repouso, multiplicando-se somente para a reparação de células danificadas. Ao contrário, as células cancerosas se multiplicam continuamente, o que constitui uma das razões pelas quais elas causam tanto prejuízo. As medicações quimioterápicas visam explorar essa diferença, atacando as células do tumor enquanto elas se multiplicam.

Algumas medicações interagem com os receptores na superfície das células, enquanto outras rompem o funcionamento normal do DNA, para sustar a multiplicação. Com freqüência, são administradas combinações de medicações quimioterápicas que atacam estágios diferentes do processo de multiplicação celular, o que aumenta as chances de destruição de um número maior de células doentes.

Entretanto, isso também explica o aparecimento dos efeitos colaterais. Uma vez que a quimioterapia é um tratamento ‘sistêmico’ no qual todo o corpo é afetado de uma vez só, as medicações também podem atacar células normais em processo de multiplicação, que incluem a pele, o revestimento do tubo digestivo e os cabelos (Veja Efeitos colaterais, a seguir).

Administração da quimioterapia

Algumas medicações quimioterápicas são ingeridas como comprimidos. Outras devem ser administradas diretamente no sangue (ou “por via intravenosa”), seja por meio de um cateter inserido pela pele em uma veia do braço ou, às vezes, através de uma via central. A via central é um cateter com maior permanência, inserido normalmente em uma das veias da porção superior do tórax. Essa via oferece a vantagem de não necessitar a inserção de uma agulha toda vez que a quimioterapia precisar ser aplicada. As vias centrais também podem ser usadas para a coleta de amostras de sangue.

Algumas substâncias para quimioterapia intravenosa podem ser injetadas diretamente na veia a partir de uma seringa, mas a maioria é aplicada como “gotejamento”, ou seja, a substância é injetada primeiramente em uma bolsa de soro que a seguir goteja lentamente para a veia usando a força da gravidade. Muitas terapias de combinação envolvem comprimidos e substâncias intravenosas concomitantes. Normalmente, o tratamento é aplicado em ciclos. E embora essa conduta varie amplamente de um linfoma para o outro, o período de intervalo entre os ciclos é, em geral, de três semanas, com os esteróides ingeridos durante cinco dias após a administração da quimioterapia. Tipicamente, um curso de quimioterapia leva vários meses, mas a duração depende de muito fatores e será diferente para cada paciente.

A maioria das substâncias para quimioterapia pode ser administrada em ambulatório e o paciente pode voltar para casa no mesmo dia. Às vezes, porém, é necessária uma curta permanência no hospital.

A quimioterapia também pode ser combinada com tratamentos como radioterapia ou terapia com anticorpos monoclonais. Efeitos colaterais

Muitas pessoas ficam temerosas dos efeitos colaterais da quimioterapia. Entretanto, é importante destacar que:

  • •Nem todos os pacientes desenvolvem efeitos colaterais

  • •Substâncias diferentes podem causar diferentes efeitos colaterais

  • •Os efeitos colaterais, quando ocorrem, podem ser leves

Muitos efeitos colaterais podem ser eliminados ou aliviados. Muitos dos efeitos colaterais resultam dos danos causados pela quimioterapia sobre as células normais do corpo. Uma vez que o tratamento afeta o processo de crescimento e de multiplicação das células, e mais especificamente das células de multiplicação rápida, as áreas mais afetadas são aquelas nas quais as células normais crescem e se multiplicam mais rapidamente:

  • •O revestimento do sistema digestivo que inclui: boca, esôfago, estômago e intestinos – nessa área os efeitos colaterais podem ser estomatite, dor de garganta, diarréia e constipação.

  • •Pele e cabelos – pode ocorrer afinamento ou queda de cabelo, que é gradual e começa cerca de duas a três semanas após o início da quimioterapia. Uma vez concluído o tratamento, os cabelos crescem de novo, geralmente na mesma intensidade que cresciam antes. A maioria dos pacientes recupera o volume normal de cabelos após seis meses. Às vezes, os cabelos se mostram mais macios e enrolados que antes e não ficam da mesma cor. Nem todas as substâncias quimioterápicas causam queda de cabelo.

  • •A medula óssea, onde são produzidos as células sangüíneas – pode ocorrer redução na quantidade de células no sangue, levando a problemas como sangramentos ou hematomas e tornando os pacientes mais predispostos à infecção. Os pacientes deverão comunicar à equipe de oncologia qualquer sangramento ou hematoma ou quaisquer sintomas de infecção ou febre durante o curso de uma quimioterapia. Exames de sangue regulares são usados durante o tratamento para verificar se a contagem de células sangüíneas está caindo muito. Nesses casos, as sessões seguintes de quimioterapia poderão ser retardadas ou terem suas doses reduzidas, para dar à medula óssea a chance de se recuperar.

As náuseas e os vômitos são também efeitos colaterais muito comuns da quimioterapia. E como são amplamente dependentes das substâncias usadas em cada paciente, nem sempre é possível prever quem será afetado ou até que ponto o paciente será afetado. Algumas pessoas não manifestam nenhum efeito colateral. Esses efeitos podem se manifestar durante alguns minutos até poucas horas após a administração da quimioterapia e podem persistir de algumas horas até vários dias – cada paciente é um caso único. Mais recentemente foram introduzidas medicações de suporte que podem virtualmente eliminar as náuseas.

A perda de apetite, freqüentemente com alteração do paladar normal, também é um efeito colateral muito comum da quimioterapia. Muitas pessoas também manifestam sensação geral de cansaço e letargia durante o curso da quimioterapia. Algumas pessoas também se mostram mais irritáveis que o normal.

Um outro efeito colateral em potencial resulta do processo de fragmentação das células mortas no corpo. Esse processo produz uma substância química chamada de ácido úrico, que normalmente é dissolvido na urina e eliminado do corpo. Entretanto, nos pacientes sob tratamento quimioterápico morrem muito mais células que o normal, resultando na produção de um volume de ácido úrico superior ao que os rins podem remover do organismo. Quando isso acontece, o ácido úrico pode se acumular no sangue e se cristalizar nos rins como cálculos; e nas articulações causando um tipo de artrite. Esse quadro, se não tratado, pode se tornar realmente grave e até resultar em insuficiência renal. O alopurinol é uma medicação administrada no início de alguns tipos de quimioterapia, em comprimidos ou por injeção intravenosa, para sustar a produção de ácido úrico pelo organismo. Esse procedimento mantém os produtos da fragmentação celular em forma mais solúvel para que eles possam ser eliminados com maior facilidade e menos prejuízo através da urina. A medicação tem poucos efeitos colaterais, exceto reações alérgicas ocasionais, caracterizadas por erupções cutâneas. Esses tipos de efeitos colaterais são geralmente temporários e desaparecem com a conclusão da quimioterapia.

Alguns quimioterápicos afetam a fertilidade. Por exemplo, nas mulheres os períodos menstruais podem se tornar irregulares ou não ocorrerem, enquanto nos homens pode ocorrer declínio na contagem de espermatozóides. Embora esse efeito possa ser temporário, a infertilidade pode se tornar permanente com alguns tipos de tratamento. Caso haja essa possibilidade, o paciente e o médico deverão discutir o assunto antes do tratamento. Em alguns casos, o sistema de banco de esperma pode ser oferecido.

Os efeitos permanentes possíveis incluem efeitos a longo prazo no coração, nervos sensoriais e aumento no risco de desenvolvimento de outro câncer mais tarde. Em todos esses casos, os riscos em longo prazo devem ser pesados em relação aos prováveis benefícios do tratamento. Paciente e médico deverão discutir essas questões antes do tratamento.

Enfrentando a quimioterapia. Há muitas coisas que se pode fazer para eliminar os efeitos colaterais em potencial da quimioterapia, ou para torná-los mais toleráveis, a saber:

•Estomatite e dor de garganta - lavagem bucal com água morna e bicarbonato de sódio freqüentemente ajudam. Escovar os dentes suavemente após cada refeição para prevenir infecções. Pode ser mais confortável ficar sem as dentaduras o maior tempo possível.

  • •Os medicamentos modernos contra náuseas e vômitos (antieméticos) são muito eficazes e podem ser administrados ou por via intravenosa com as injeções da quimioterapia ou em comprimidos. Esses medicamentos têm mais efeito na prevenção do sintoma do que no tratamento do problema já instalado. Portanto, de modo geral é melhor ingeri-los regularmente, conforme recomendado, mesmo na ausência de náuseas e vômitos. Há vários tipos disponíveis e alguns funcionam melhor para umas pessoas que para outras. Assim, se um antiemético parece não surtir efeito, pode-se tentar outro.

  • •Perda de apetite: pode ser causada por náuseas, mas também ocorre porque os alimentos têm outro paladar durante o curso de uma quimioterapia. Com freqüência, a ingestão mais freqüente de refeições menores, não cozinhar, ingerir alimentos frios em vez de quentes e evitar alimentos muito aromáticos pode ajudar. É muito importante manter uma ingestão satisfatória de líquidos, mesmo quando a refeição não for apetitosa.

  • •Cansaço e letargia: pode ser necessário reduzir o horário de trabalho em algumas horas e ajustar a programação diária. Entretanto, algumas pessoas descobrem que seu ritmo pode continuar normalmente.

É importante lembrar que o médico saberá quais são os efeitos colaterais causados pelo quimioterápico usado e o que pode ser feito para diminuir ou eliminar esses efeitos. Portanto, a maioria dos pacientes não terá necessidade de seguir essas instruções.

É uma doença mais conhecida por seus sintomas do que pelo nome. É um distúrbio crônico do controle dos impulsos, fazendo com que a vítima sinta um desejo incontrolável de arrancar os seus fios de cabelo, na tentativa de controlar a ansiedade e o nervosismo, gerando trauma e vergonha. O resultado é que elas podem ficar calvas ou com enormes falhas no couro cabeludo. A TTM provoca severos prejuízos na auto-estima e auto-confiança da pessoa, com perda da qualidade de vida em vários setores.

Normalmente, elas não arrancam os fios na frente de outras pessoas nem em situações sociais, pois elas têm crítica em relação ao comportamento disfuncional e sabem que ele não tem o menor sentido. Muitos brincam com os fios, passando-os entre os lábios ou podem mordê-los, ou enrolá-los no dedo e depois puxá-los, podendo até degluti-los, o que pode formar novelos no estômago e causar perda de apetite, vômito, dores abdominais, etc.

Os locais preferidos são o couro cabeludo, as sombrancelhas, cílios, barba e pelos pubianos. As crianças podem arrancar os pelos dos seus animais de estimação. A TTM pode começar na infância e se prolongar pela juventude, podendo durar a vida toda, chegando, por vezes, a calvície total. A tricotilomania se agrava em situações de estresse ou atividades sedentárias durante as quais as mãos estão livres, como quando estão sozinhas, dirigindo, lendo um livro, vendo TV, etc.

A doença afeta principalmente as mulheres, que geralmente não conseguem sair das crises sozinhas, precisando de tratamento o mais rápido possível. Por desconhecimento dos sintomas da doença, alguns amigos podem se afastar, e alguns maridos chegam inclusive a pedir a separação, alegando que as esposas estão fora de si. Nao se sabe ao certo a causa da doença, mas existem estudos mostrando que um desequilíbrio neuroquímico, problemas genéticos e de fundo alérgico possam estar associados a doença. Outros estudos evidenciam que a Depressão e o Estresse desencadeiam e/ou pioram a doença.

Tratamento

Ainda não existe um tratamento totalmente eficaz. O ideal é a combinação da resistência ao impulso, associada a TCC (terapia cognitivo-comportamental) e medicamentos, dependendo do caso (antidepressivos, neurolépticos). Quanto mais você resistir, melhor para a cura dos sintomas, mesmo que você fique ansiosa. Sem resistência, nenhum tratamento dará certo. Técnicas de controle de estímulo são fundamentais e incluem o uso de objetos que impeçam a pessoa de arrancar o cabelo como o uso de chapéus, próteses capilares, lenços, luvas, protetores de borracha nas pontas dos dedos,etc.

As pessoas que conseguem se tratar, retomam a sua rotina normal de vida e há chance dos fios voltarem a crescer. Mas o processo é lento, levando em média de dois a seis anos. Assim, ao primeiro sinal do problema, um psiquiatra deve ser consultado imediatamente.

Critério para o Diagnóstico da TTM
Tirado da CID 10 (código internacional de doenças)

Para que o diagnóstico da TTM seja constatado, é necessário que o paciente apresente os seguintes sintomas:

  • A. Comportamento recorrente de arrancar os cabelos, resultando em perda capilar perceptível.

  • B. Sensação de tensão crescente, imediatamente antes de arrancar os cabelos ou quando o indivíduo tenta resistir ao comportamento.

  • C. Prazer, satisfação ou alívio ao arrancar os cabelos.

  • D. O distúrbio não é melhor explicado por outro transtorno mental, nem se deve a uma condição médica geral (por ex., uma condição dermatológica).

  • E. O distúrbio causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.

Os acidentes mais comuns no couro cabeludo são as queimaduras e o escalpelamento. Para esses casos e para qualquer outro tipo de acidente, a prótese capilar é a solução esteticamente ideal.